Neste território, o trabalho vem se desdobrando na criação de instalações, site-specifics e áudio performances, em diálogo constante com a investigação sobre o campo da expansão de consciência na arte relacional, que desenvolvo no doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento, na Universidade de Lisboa.
Da abertura de passagem para o próprio existir e para a experiência com algumas práticas espirituais no processo de criação, surge a deriva que me leva a transpassar as fronteiras entre a subjetividade latente e a alteridade possível, nos cenários, também imateriais, que busco manifestar. Convocar à uma  transposição de corpo/mente, num gesto de auto-explorar a guiar, através da voz e da presença afetiva.
Interessa-me interrogar as reverberações que experiências audiovisuais, de certa forma meditativas, podem produzir no processo histórico em que a humanidade está a atravessar, diante de uma inexorável crise humanitária e climática, em sociedades híper conectadas tecnologicamente, mas ­de maneira geral, deslocadas da integração evolutiva, enquanto espécie pulsante na Biosfera. E ainda, o quanto esses meios relacionais serão capazes de sustentar alguma insurgência de corpos e consciências, por uma ruptura de sistemas e para a germinação de novas realidades.
[Des]segredo , 2018
(registro fotográfico da Instalação final da áudio performance À Luz)
Tocar o Devir, Abril, 2020 - Série Insurgir  
Áudio performance, 3'26"
Da série de Áudio Performances [In]surgir, Lisboa, Abril, 2020. Para ouvir com headphones 🎧

Expirar a Dor, Maio, 2020 - Série Insurgir
Áudio performance, 6'11"
Da série de Áudio Performances [In]surgir, Lisboa, Abril, 2020. Para ouvir com headphones 🎧

À Luz, 2018
Áudio walk/performance, 17'  
Instalação site specific para os corredores e cisterna da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Nesta peça, em formato de “visita guiada”, que integra o projeto [Des]segredo, de Dárida Rodrigues, os participantes são convidados a percorrer a obra ao caminhar, por trechos pouco visitados do edifício da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, levados pela voz que desvia e confessa, enquanto os guia por paisagens e fábulas sonoras e atmosferas meditativas efémeras, para propor um jogo-encontro poético, de alteridade, atenção plena e ressonância. 

Voz sobre  À Luz, 2018
Vídeo HD, 5'
(Texto e áudio criados para o registro em vídeo das áudio perfomances realizadas na Fbaul)
A peça À Luz, figura como primeira do projeto [Des]segredo, desenvolvido no Mestrado em Arte  Multimédia / Performance e Instalação, concebido para a criação de obras site-specific, que evoca um tipo de performance, onde o público faz parte da obra, adentrando um espaço incomum, entre o material e o imaterial, criado pelo texto/áudio e pela voz que guia.  O áudio propõe que se percorra no respetivo trajeto mapeado, um filme subjetivo, editado pelos próprios passos dos participantes no espaço e no momento presente. Cria-se portanto, uma experiência a partir de percursos a pé, para cada um dos diversos lugares onde poderá ser instalada a performance, que podem ser públicos ou privados, num trajeto estudado e mapeado para cada um destes sítios específicos.  Movimento auto exploratório de expansão, guiada e criada para o espaço a ser reiventado e percorrido.
Cartaz Exposição Festival InShadow
Lisboa, 2018
Vibra, 2017
Áudio performance, 1'13"
(Criada para ser realizada no sala de laboratório de Multimedia do edifício da Faculdade de Belas Artes de Lisboa)

Vácuo, 2017
Áudio performance, 4'12"
(Criada para ser realizada no no corredor central do 2º Piso do edifício da Faculdade de Belas Artes de Lisboa)

Diálogo com Sophie, 2017
Áudio, peformance, 4'58"
Texto e áudio criados "em diálogo" com o trabalho da artista Sophie Calle.


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